DISSERTAÇÃO - BLOOM: UM HOMEM SIMPLES E DECADENTE, PRODUTO DA CONTEMPORANEIDADE
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Na seguinte dissertação, faremos uma análise geral da
personagem de Bloom na obra do escritor Gonçalo M. Tavares, “Uma Viagem à
Índia” (2010), e de suas caraterísticas que a relacionam com qualquer indivíduo,
influenciado pelas novas alcances do tédio, pela perda de identidade das
pessoas pertencentes ao século XXI e pela ausência dos valores espirituais da
sociedade atual.
O livro está escrito em dez cantos, com ao redor de
100 estrofes cada um, que descrevem e relatam brevemente diferentes temáticas
para construir a história de um indivíduo e seu entorno. Eis uma pequena
introdução, tirada da página 32 do primeiro canto do livro para introduzir o
trabalho:
Falaremos da hostilidade que Bloom,
o nosso herói,
revelou em relação ao passado,
levantando-se e partindo de Lisboa
numa viagem à Índia, em que procurou sabedoria
e esquecimento.
E falaremos do modo como na viagem
levou um segredo e o trouxe, depois, quase intacto. (p.32)
A literatura pós-moderna
A literatura pós-moderna se caracteriza por produzir
obras que não tem um só significado, cujas interpretações são muitas e, além
disso, não oferece pistas sobre o “verdadeiro significado” da obra. Não se
trata só de falar do moderno, mas também de deixar um futuro aberto no
presente, de maneira que a gente possa fazer a sua própria interpretação sobre
o que vai acontecer. Fernandes (2010) diz, ao fazer uma análise da literatura
pós-moderna, que o que denomina como perspectivas pós-modernas “refere-se não somente
a procedimentos narrativos específicos, mas a formas de percepção do mundo e do
ser, bem como a
modos de agir
e reagir diante
de certas motivações
sociopolíticas, que
integram uma mentalidade
pós-moderna” (p.43). Ao longo do trabalho, veremos como esta definição
da pós-modernidade se adapta à nossa personagem principal e, ao mesmo tempo, ao
nosso objeto de estudo.
Poucas vezes temos a oportunidade de nos encontrar diante
de um livro tão esplêndido como aquele produzido por Gonçalo M. Tavares (1970),
um dos nomes mais reconhecidos na literatura portuguesa da contemporaneidade. O
autor tem publicado mais de trinta obras, mas “Uma viagem à Índia” chama à
atenção por ser uma releitura de obras clássicas e a retomada do universo de
escritores consagrados, fazendo uma declaração a través da literatura
pós-moderna e estabelecendo novos parâmetros de uma sociedade contemporânea.
Sim, estamos relendo “Os Lusíadas”, de Luiz Vaz de Camões, em uma versão
contemporânea, atual e completamente renovada, que para uns é uma epopeia e
para outros não.
No entanto, o objeto de análise não é a epopeia nem a
sua relação intertextual com “Os Lusíadas” – o que permite a coexistência das
duas obras-, mas sim a discrepância temporal, social e local que define à
personagem principal: Bloom. Como é
que a modernidade determina a decadência do protagonista de “Uma viagem à
Índia”, criado por o professor e escritor Gonçalo M. Tavares no ano 2010?
A viagem de Bloom
Bloom é a personagem principal de “Uma viagem à
Índia”, apresentada como um sujeito melancólico que tenta, como diz no texto “encontrar
a sabedoria enquanto foge; fugir enquanto aprende” (Canto I, p.38) para apagar –
ou pelo menos diminuir o impacto que tem sobre ele - um trauma de seu passado
relacionado a seu amor por Mary. Seu intuito é redimir seus erros, expressado
ao longo da narrativa, envolvendo sua relação com uma mulher e sua relação com
seu pai.
Narra-se, neste livro, a história de um homem que
decide ir ao Oriente para deslembrar um crime cometido: assassinou seu pai por
causa de ele ter assassinado seu grande amor, Mary. A personagem sai de Lisboa,
uma cidade pátria com memórias da sua infância, e percorre cidades reconhecidas
e célebres do continente europeu antes de chegar à Índia, seu destino, onde
procurará ter a liberação espiritual. Europa é, para Bloom, um referente
conhecido e percorrido, um velho lugar fastidioso cheio de democracias
decadentes onde o mais alabado é o dinheiro e a injustiça. Por isso, nossa
personagem se dirige à Índia, porque acredita que é um destino muito mais
espiritual y pleno do que aquilo que ele já conhece na Europa. Para ele é preciso
encontrar verdades que o ajudem a viver e aceitar sua realidade, uma realidade
atroz e errada. Como Édipo, Bloom tem as mãos manchadas do sangue de seu pai,
mas é um bom homem que procura a redenção. Na realidade, ele foge para encontrar a sabedoria e
esquecer o que ele fez, mas ao chegar à Índia, descobre que no Oriente, os
homens são tão terríveis e imorais como os de Ocidente. Não existe lá nenhuma
novidade, porque o material tem embaciado as crenças e espiritualidades que
antes definiam aos índios. Até os
inimigos eram os mesmos que ele já conhecia.
Além de visitar a Índia, Bloom também visita Londres,
Viena, Praga e Paris, e ele descobre que, para avançar em sua viagem, deve
fazer uma primeira tentativa de contato com as pessoas que lá vivem (Canto I,
p. 43): “Quero ir para a Índia, pensa o nosso herói, e talvez um meio de lá
chegar seja a amizade”. Assim, ele conta sua história e sua intenção com essa
viagem, tentando se relacionar com três homens em Londres para atingir seu
propósito. Vemos isso exposto no canto I:
Bloom disse-lhes que do ponto de partida partira
e que do ponto de chegada não chegara.
Estava pois em caminho, em sítio intermédio,
longe da sua cadeira.
Procurava, enfim, coisas belas que lhe
emprestassem saúde.
Explicou, depois, de modo sucinto não ser
aceitável
[a existência
De um único médico feio, pois curar era o
trabalho
De encantar o doente, e nenhuma fisionomia feia
encanta (p.43)
Desta maneira, Bloom conhecerá a uma das poucas
personagens positivas e aliadas que o ajudaram em seu percurso: o parisiense
Jean M. A conexão que existiu entre Bloom e ele é diferente a qualquer outra
relação que teve com as outras personagens (Canto VI):
Mas recordemos: Bloom teve de partir de Paris
o que era pior do que terminar um livro
quando se deseja ainda ler mil páginas. Energias
[exemplares
haviam sido reunidas à porta do parisiense,
de nome Jean M,
que lhe prometera amizade até o fim dos espaços.
Sobre o tempo nada posso prometer – dissera Jean
M –
mas sobre o espaço sim. Sobre ele, prometo. (p.247)
As duas coisas que, na verdade, ele trouxe de volta da
viagem e que realmente tinham valor para ele foram sua amizade com Jean M e o
livro sagrado “Mahabarata” que ele rouba do sábio Shankra.
Entre as coisas más... veremos.
Bloom e sua decadência na
viagem
Mesmo se sua procura de sabedoria e esquecimento
parece contraditória (a sabedoria nasce do conhecimento e das lembranças, não
do esquecimento), após ler o livro, o leitor percebe que a motivação da viagem
dele é de se tornar sábio ao desconectar sua memória, devido à hostilidade que
ele sente referente a seu passado. Com um casaco que traz uma morte e um
coração roto, ele não pode avançar na vida nem conseguir um novo propósito.
No percurso da história, descobrimos que Bloom não é
um herói, nem um anti-herói. A única razão de ele ser importante é porque nós
seguimos sua vida, olhamos para ele e procuramos com ele esse esquecimento que
tanto é desejado. No entanto, não tem distinções que o façam excepcional e
diferente às outras personagens. Como disse Tavares (2010), no artigo “O
romance ensina a cair”, Bloom “é protagonista não porque é uma personagem
grandiosa. É como se tivesse sido empurrado para o centro da cena, sem saber
porquê”. Ele se apresenta no texto como um sujeito melancólico, pela razão de se
encontrar descolocado e perdido no tempo, no espaço e pela dificuldade que
representa para ele se relacionar na sociedade após o acontecimento. Não tem
nenhuma particularidade que o faça mais herói do que os outros, sobretudo
porque não consegue nenhum “progresso” com essa viagem. Contudo, ao longo da
obra, Tavares se refere a ele como um herói, não por suas proezas, mais sim
porque é uma personagem que percorre um caminho com intenção de mudança e
crescimento (embora o resultado seja totalmente diferente).
A personagem é insignificante, não representa nem a
uma nação, apenas ele mesmo e a essência do indivíduo, o egoísmo e a solidão
característica e evidente do homem do século XXI. Da mesma forma, e sob este
mesmo aspecto, ele parte de Lisboa com a intenção de esquecer um crime
cometido, um feito nada heroico, assim como o assassinato cometido no final da
obra, o roubo do livro do sábio e outras delinquências. Sua existência, mínima e essencial,
representa a história de qualquer homem: nasce, ama, odeia, é amado, procura
sua identidade e um espaço próprio num mundo sempre hostil.
O herói “é uma figura arquetípica que reúne em si os atributos
necessários para superar de forma excepcional um determinado problema de dimensão
épica” (p.3), expõem Cléa Fernandes e Verônica Telles (2009), no trabalho “O
mito do conceito de herói”. Esta é a intenção inicial do protagonista, mas o
que acontece se ele não supera nunca esse
problema? No caso de Bloom, ele está ainda pior do que antes de partir. Como
diz Tavares (2010), ao voltar da viagem, Bloom “multiplicou por dois a sua
decepção inicial”.
Por outro lado, al longo da obra, referências à
tecnologia são feitas frequentemente na narrativa, seja a través da aparição de
aparelhos modernos ou antigos. Por exemplo, temos o caso da rádio inservível do
pai de Bloom, presente no casaco da personagem principal durante a viagem
inteira. Uma representação do século XX, uma memória de isso que ele deseja
esquecer num novo século e que serve para se atualizar por médio dos sons:
novamente, uma contradição nas intenções e desejos de Bloom.
Estes referentes não são uma casualidade. A intenção
de Tavares é exprimir o vazio espiritual que existe no século XXI provocado
pela dependência material e o desprendimento espiritual. Barth (2013) acerta o
alvo com a seguinte reflexão: “O homem pós-moderno vive a religião à la carte, de tipo self-service numa mistura de vários aspetos que mais interessam e
satisfazem as exigências e necessidades momentâneas” (p.102). Tavares quer
fazer um chamado de atenção ao revelar, no final do livro, que aquela viagem
espiritual que tinha planejado Bloom era impossível. Hoje em dia a Índia é um
pais tão banalizado como qualquer outro da Europa, já não existe uma diferença
na consciência das pessoas que vivem no Oriente, antes reconhecidas por suas
características espiritistas e seus valores morais. Bloom identifica esses
aspetos da sua cultura e os vive, porque ele também é um produto do novo
milênio e se sente seguro diante desse comportamento banal. Eis no canto X:
“Procurou o Espírito na viagem à Índia, encontrou a matéria que já conhecia.
Nada agora o faz hesitar; animais bem-comportados e agarrados por coleiras a
árvores ladram quando ele passa” (p. 453).
Como Bloom nunca teve um ponto de ancoragem emocional
e espiritual, encontrou-se perdido e sumido num tédio definitivo, uma sorte de ausência de identidade
característica do homem contemporâneo. No canto X, Tavares (2010) demonstra que
Bloom está agora absorto nesse tédio, e que ninguém poderá o salvar disso:
Não quer conversar?, pergunta ela. Bloom encolhe
os ombros.
Ninguém em redor, silêncio completo, a água
lá em baixo, por vezes um carro.
Põe a mão no bolso: o velho rádio do pai nem
com a viagem voltou a funcionar.
Ele aproxima-se da mulher e o mundo prossegue,
mas nada que aconteça poderá impedir o
definitivo tédio de
Bloom, o nosso herói”. (p. 456)
Atualmente, o tédio forma parte da vida de todos os
homens pertencentes ao século XXI. Trata-se de uma falta de presença,
maiormente caraterizada por ser uma variedade de identidades em cada um de nós
e não ser uma identidade fixa. Até o mesmo Fernando Pessoa, no “Livro do Desassossego -composto por Bernardo Soares, Ajudante de
Guarda-livros na cidade de Lisboa” (2008), diz o seguinte:
O tédio... Quem tem Deuses nunca tem tédio. O
tédio é a falta de uma mitologia. A quem não tem crenças, até a dúvida é
impossível, até o cepticismo não tem força para desconfiar. Sim, o tédio é
isso: a perda, pela alma, da sua capacidade de se iludir, no pensamento, da
escada inexistente por onde ele sobe sólido à verdade. (p. 236)
Quando Tavares fala do tédio no livro, refere-se a
essa falta de espirito que tem o homem contemporâneo e à qual Bloom agora está submisso.
É isso, uma ausência de identidade, e ele se sente, após sua volta e o segundo
assassinato, uma pessoa vazia e sem alma. Não sabe quem é, e o problema é que
ainda não esqueceu o que ele queria esquecer.
Existe, também, uma profunda ironia no fato de ele ter
viajo na procura de conhecimento à Índia com dois livros do filósofo Sêneca na
mala, “Tragédias de Sófocles” e “Cartas a Lucílio”. O protagonista deseja,
então, esquecer na Índia com ajuda de dois livros ocidentais. Tavares (2010)
expõe, no artigo mencionado anteriormente, uma possível teoria:
O que acontece
poderia acontecer, no limite, num sonho. É até uma hipótese de interpretação: a
viagem à Índia de Bloom não ter realmente acontecido de forma física e tudo se
ter passado na cabeça de Bloom. Um percurso mental ou um sonho. É uma hipótese.
As duas obras são fundamentais na literatura
greco-romana e lhe permitem, durante seu percurso, refletir sobre os fatos que
lhe ocorreram, sem mudar de lugar. Precisava ele, então, viajar à Índia? Fez?
Após seu encontro com Shankra, o sábio que resultou
ser um outro ladrão sem nenhuma distinção dos outros, com desejos banais e
debilidades pelo material, Bloom consegue roubar dele o libro espiritual índio “Mahabarata”, que vai logo formar parte
de sua coleção de livros de reflexão ao lado das duas obras ocidentais de
Sêneca. Este, o livro sagrado do farsante, vai ser sua única memoria da viagem
espiritual que fez à Índia, junto com seu novo amigo oriental Anish (quem leva,
após a viagem, uma amizade mais por conveniência do que por desejo). Assim o
exprime o autor no canto IX do livro:
Sentado ao lado de Anish
que, no último momento,
metade por medo, a outra
metade mais pequena
por amizade, o decidiu
acompanhar,
Bloom acaricia o mais
sólido, e, ao mesmo tempo,
espiritual resíduo do seu
percurso na Índia:
a velha edição do “Mahabarata”. Eis a prova
de que fui à Índia: prova
mesquinha, prova com páginas,
mas prova.” (p. 371)
Um outro crime cometido. Bloom é um homem que tenta se
equilibrar mentalmente numa sociedade cujos valores tem-se perdido no percurso
dos anos e com a insensibilização crescente na personalidade da gente millennial. Agora, é mais criminoso do
que os outros seres humanos insensíveis que não desassossegam pela morte e que
tem se acostumado à crueldade? De fato, é uma ação quase natural nos homens. No texto, inquieta vermos que Jean M não
fica muito surpreso pelo fato de Bloom ter matado alguém, e ainda o abraça
(Canto X):
Jean M estava ao lado de um assassino, de nome
Bloom.
Porquê isto? Perguntou Jean M. E Bloom
não respondeu porque não sabia,
encolheu os ombros; e na mão, entretanto já
limpa,
o bilhete de comboio.
Regresso ao sítio de onde parti, Lisboa. Jean M
abraçou
Bloom, Bloom entrou na carruagem.
Não disse adeus, não agradeceu. O comboio
arrancou.
(p. 451)
Para eles, aparentemente, é uma ação que é
consequência da natureza humana.
A teoria do Bloom
Finalmente, e para concluirmos com chave de ouro, não
se pode falar do Bloom de Tavares e da influência da contemporaneidade nele com
caraterísticas destrutivas sem falar da “Teoria do Bloom” (Melusina, 2005), do Tiqqun, o grupo de filósofos franceses
que tentou recriar os aspetos duma nova comunidade. Existe uma relação que,
aparentemente, é intencional entre a personagem principal de “Uma viagem à
Índia” e o indivíduo definido pelo Tiqqun.
É um conceito inspirado na personagem de Ulysses de Joyce que utilizaram os
autores da revista filosófica francesa Tiqqun
e que representa ao homem pós-moderno com a capacidade de se adaptar e conviver
perfeitamente com a violência e a confusão.
O Bloom destrói a segurança, a verdade e a realidade a
través do cinismo, da ironia ou da apreensão. No entanto, ainda não é um ser
completo porque está começando numa nova etapa que é desconhecida para todos.
Sua lógica persegue um mundo novo, mas sua consciência se mantem presa nos
valores do passado, os quais lentamente vai eliminando até se converter num
novo sujeito. A personagem de Tavares expressa completamente essas
características do Bloom e estes se conectam às personagens modernas e epopeicas
de Joyce ou Camões. No momento de Bloom aceitar que ele é um assassino e que
não existe um refúgio espiritual em nenhuma parte do mundo (nem na Índia, como
ele pensava), torna-se nesta personagem com características do decaimento que
escreveram os filósofos franceses.
Assim, Bloom, nossa personagem, tem decaído por causa
da pós-modernidade e agora é outro ser insensível numa sociedade cruel, banal e
material. Sua viagem à Índia serviu, provavelmente, para que ele aceitasse esse
destino inevitável, longe dos valores do passado aos quais ele queria se manter
obstinado, que tinha sido proposto para ele. Bloom é agora um homem pós-moderno
que aceita sua condição e sabe que o mundo já não é como era no século XX.
REFERÊNCIAS
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Wilmar Luiz. “O homem pós-moderno,
religião e ética.” Teocomunicação37. 155 (março 2007): 89-108. Disponível
em: http://revistaseletronicas.pucrs.br/veritas/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1775/1308
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1991.
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por Bernardo Soares, Ajudante de Guarda-livros na cidade de Lisboa. Lisboa:
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Gonçalo M. Uma Viagem à Índia. Rio de Janeiro: Leya, 2010.
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(2013) Blogue “La teoria del Bloom”,
disponível em: http://tiqqunim.blogspot.com/2013/01/teoria-del-bloom.html
Valle,
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Westphalen,
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à Índia”, de Gonçalo M. Tavares.

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